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24 maio 2016

Vídeo-Documentário

Olá queridos leitores.
Neste post ansiosamente falarei um pouco mais dessa minha saga que é a graduação de jornalismo. Você devem ter notado um sumiço meu por aqui, certo? Dentre tantos motivos a faculdade é, talvez, o mais forte. 5° semestre não é brincadeira, é uma correria só e os projetos vão ficando cada vez mais desafiadores e exigindo um trabalho cada vez menos amador.
Na disciplina de Telejornalismo II foi nos passado a missão de fazer um vídeo-documentário, tema livre. Com todas as etapas, desde a idealização do tema, a ficha de entrevistas a serem feitas, a execução propriamente dita até a edição.
Todas as etapas carregavam consigo seus obstáculos, mesmo um simples preenchimento de ficha pré-documentário. A realização das entrevista foi de um tamanho desafio, extremamente estressante, igualmente perigoso. Explico o porquê:
O tema que escolhemos, sugestão dada pela colega integrante do grupo, foi TRABALHOS NOTURNOS. Uma idealização só! Pensamos o quanto seria honrado mostrar a difícil realidade dos trabalhadores noturnos, as dificuldades e a violência que eles passam.
No decorrer do documentário começamos a nos arrepender do tema. Primeiro precisaríamos do equipamento, leia-se câmera super cara, da faculdade, sendo que a maioria das entrevistas seriam feitas à noite. Depois, mesmo marcando com os entrevistados alguns não iam, outros tínhamos que abordar na hora e ai já viu né? Recebíamos "nãos", tínhamos que aguentar certas ignorâncias, ao mesmo tempo que morríamos de medo de ser assaltadas.
No fim deu tudo certo, entrevistamos os personagens, as autoridades- sempre deve ter autoridades/especialistas no assunto para compor de forma completa- e chega a hora da edição. Esta tarefa me ficou destinada e confesso que me deu um pouco de medo. Somente umas poucas vezes eu mexi com editores de vídeo, nada muito compromissado e completo quanto seria editar todo o nosso trabalho para depois apresentar. Optei pelo programa Camtasia que se mostrou mais eficaz e objetivo, principalmente para cortes, e o resultado, depois de uns mil e um retoques, revisões, mudanças, mais cortes e etc, foi muito satisfatório. Me senti orgulhosa por ter me desafiado dessa maneira.
Agora falemos mais sobre o tema escolhido. No momento em que escolhemos falar sobre esse assunto, tínhamos uma visão diferente do que encontraríamos, e na hora de conversar com as pessoas fomos desconstruídas e nossa percepção mudou, até mesmo o "tom" do documentário foi redirecionado. É importante sabermos que não somos os donos da razão porque vemos o mundo daquela forma. Uma importante lição que eu estou aprendendo nesse semestre é que devemos olhar fora da caixinha, aquilo que vemos pode não ser toda realidade, e foi isso que ocorreu, não enxergamos toda a situação com outros olhos, só o que achamos que era a verdade e por isso o trabalho ficou com outro aspecto.
Pensamos a princípio que falar sobre trabalhos noturnos mostraria a realidade difícil dessas pessoas, as dificuldades que elas passaM, com assaltos, com sono, entre outras limitações que o turno contrário traria, não imaginamos encontrar profissionais alegres, divertidos, felizes e satisfeitos com seus trabalhos. No todo isso não prejudicou o trabalho, mas poderia ter arruinado, por isso quando forem escolher um tema para qualquer coisa pensem nos diferentes rumos que ele pode tomar.
Na apresentação desta noite vi trabalhos incríveis e pude enxergar no dos colegas o que poderíamos ter melhorado no nosso. Apesar disso gostei do resultado final, mas além disso gostei especialmente de ter sido desafiada, desconstruída e tirada completamente da zona de conforto. Acredito que esta seja uma decorrência da arte jornalística em si, espero que as próximas experiências tragam sempre consigo um gostinho de orgulho salpicado de "quero mais".


ASSISTA AO NOSSO DOCUMENTÁRIO


Um agradecimento a todos envolvidos


09 maio 2016

EMERGIR


Ano passado eu senti que estava perdendo as rédias da minha vida. Eu passei por uma situação que me colocou em crise emocional. Tudo graças a uma pessoas que nunca foi nada meu, nunca significou nada para mim, uma pessoas que eu nem ao menos conhecia direito!
Se você olhar a situação de fora vai achar que eu estou fazendo drama, que eu estou exagerando, eu acharia   se não fosse comigo. Só quem sabe as consequências de tudo sou eu e minha amiga, que passou pelo mesmo.
Hoje, depois de termos nos afastado da pessoa que nos "afetou", depois de levar um balde de água fria na cara para despertar, olhamos para trás e analisamos tudo o que aconteceu. No processo que eu só posso descrever como de cura, eu chego a conclusão de que eu estava sendo manipulada. Não persuadida. Manipulada.
Nesse processo  eu passei pela fase da tristeza, do ódio, da raiva, do rancor, do nojo e agora sinto que estou experimentando a indiferença, e quero deixar registrado que ela é uma delícia!
Eu me perdi, e tive que cair em um buraco negro de incertezas para poder me encontrar de uma forma que eu nunca havia feito antes. Depois de ter afastado a pessoa da minha vida como se tira um band-adi da ferida, eu entrei em um estado meramente parecido com alguém que está se desintoxicando, eu entrei em desespero, mas não por falta de alguém, não pela pessoa, mas sim por mim mesma. Me perguntava porque eu havia deixado as coisas chegarem àquele ponto, me culpava e ainda me culpo por não ter enxergado desde o início o tipo de pessoa com quem estava convivendo. E pior, por deixar que alguém tão insignificante e inseguro me atingisse dessa forma.

Existe nessa Terra alguns males que vem para o bem, esse foi um deles. Após passar meses me perguntando quem eu sou, o que eu queria, para onde estava indo e o que tinha feito de errado, eu finalmente me vejo no caminho certo.



É como ficar girando em um furacão, quando ele cessa está tudo destruído, você está zonza, enjoada e confusa, e então você balança a cabeça, se recompõe e encontra uma trilha de volta.
Nesse caminho árduo eu ainda me vejo sendo alvo de fofocas de algumas pessoas, coisas aleatórias, pessoas aleatórias, que mal sabem meu nome. As vezes é dolorido perceber isso quando você nunca foi motivo de fofoca. Mas isso é só mais uma coisa para me fortalecer.
De queda o ocorrido por coincidência ou consequência, me levou direto para a auto-aceitação. Estranho, depois de toda confusão e culpa você acabar se amando ainda mais. E olha que eu tentava isso a algum tempo, não é fácil, nada fácil, é tão difícil quanto descobrir quem você é, mas agora eu sei que não é impossível e eu ainda tenho muita reforma interior para fazer.
Eu tenho colocado, aos poucos tudo no eixo, e estou amando me conhecer, mudar, melhorar, evoluir, testar limites e sinto que isso é um estado de espírito permanente em nossas vidas. Eu não quero deixar que a rotina, pessoas rasas, dificuldades e o medo façam com que eu me desatente de mim  novamente.
Eu tenho me amado e sorrido de uma forma que o mundo nunca me viu. Eu caminho e me pego sorrindo com uma ideia, gargalhando com um livro, me arrepiando com minhas músicas e me inspirando cada vez mais com o tudo a minha volta. E eu não quero parar.
Apesar disso eu  decidi que não vou agradecer à pessoa por ter me feito chegar até aqui, eu só agradeço ao universo pelos efeitos cicatrizantes e dizer a mim mesma que me orgulho muito da minha capacidade.
Eu só quero dizer para você que se em algum momento você se perder, torne isso a melhor experiência da sua vida, use isso ao seu favor, como sua arma, mergulhe na profundidade e complexidade dos seu sentimentos, permita-se afundar, porque quando você retornar à superfície vai experimentar um ar de outro mundo.


Como diz a diva Pitty : "O que sobra é cicatriz
A sustentação é que a manhã já vem
Logo mais a manhã já vem
Chega dessa pele, é hora de trocar"

03 maio 2016

O Diário de Bridget Jones

ITEM 9, UM LIVRO ESCRITO POR UMA MULHER- DESAFIO CRÔNICA SEM EIRA

Este é um caso nada clássico em que o filme é melhor do que o livro.
O Diário é um daqueles livros que você sabe que vai ser só pra descontrair, e para isso ele serve bem. Escrito pela autora Helen Fielding e publicado pela BestBolso.
Contado, literalmente, na forma do diário da solteira de 30 e poucos anos Bridget que  sofre uma pressão enorme para casar-se e ter filhos. Você participa de um ano da vida de Jones e a luta dela em conseguir todos os itens de sua resolução de ano novo. Parar de beber, parar de fumar, emagrecer, e arrumar um namorado. E é claro ela falha quase todos os dias. Bridget, para piorar, é apaixonada pelo seu chefe (babaca) Daniel Cleave. A mãe chata dela não para de criticá-la e tentar jogá-la para cima de Marck Darcy, quem ela acha extremamente arrogante e chato mas se mostra um personagem hilário e apaixonante.

Eu tenho um sentimento conflitante com a protagonista, ela é doida, desastrada, insegura, sincera e preguiçosa e essas características fazem você se aproximar intimamente dela e ao mesmo tempo a coloca em confusões, o que te irrita as vezes. Sem dúvida a insegurança é meu maior problema com ela.
É interessante observar durante a leitura o comportamento das pessoas e como a autora conseguiu relatar uma visão geral e dramática da vida, sem nada de extraordinário, somente nossos próprios quebra-cabeças diários e como cada um de nós lidamos com eles, e é claro nossas "neuras", tem umas verdades bem filosóficas depois que você para de rir.
Não espere muita ação, conflito, reviravoltas nem nada espetacular, só o dia a dia de uma britânica que bebe muito, fuma mais ainda e tem sérios problemas com os homens.

Confesso que o dinamismo do filme + trilha sonora + a atriz Renée Zellweger me agradaram mais, inclusive os elementos que não tinha no livro e foram postos na adaptação foram essenciais para te segurar na frente da tv. Em ambos você dará boas gargalhadas.
Ainda assim eu recomendo a leitura se você procura algo descompromissado, leve e com humor, recomendo mais ainda ler e ver o filme depois.

Dica para seu próximo fim de semana dada! Boa leitura, bom filme e até o nosso próximo papo literário.