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27 janeiro 2016

A Rainha da Fofoca


ITEM 13- UM LIVRO QUE SE PASSA NO EXTERIOR ONDE VOCÊ DESEJA IR- DESAFIO CRÔNICA SEM EIRA

A Rainha da Fofoca é o primeiro livro da trilogia Queen of babble da autora Meg Cabot,  publicado pela editora Galera Record.
(tentativa frustrada de tirar uma dessas fotos bonitinhas)
Confesso que ao adquirir meu exemplar no sebo eu não tinha muito ânimo em lê-lo, principalmente pelo título. Mas vamos falar sobre:
Lizzie é uma garota que acaba de se formar em História da Moda, não sabe o que vai fazer de sua vida daqui para frente, apesar disso ela está de malas feitas para viajar até Londres, para passar um tempo com seu namorado Andrew, que ela viu uma única vez a três meses atrás. Estar em um país completamente diferente com um cara que ela mal conhece já seria desafiador o suficiente, mas para dificultar Lizzie não consegue guardar segredos. Em pouco tempo Lizzie se vê atravessando o canal da Mancha e indo para a França para tentar encontrar sua melhor amiga, a Shari, que está trabalhando em um Castelo. Ela não sabe se a amiga está a esperando na estação de trem, não faz ideia do que pode acontecer, mas por alguma razão ela se vê contando tudo, ABSOLUTAMENTE TUDO, a um estranho charmoso sentado ao lado dela no trem.
Você dará muitas risadas com a Liz, só para começo de conversa, ela descobre que na verdade ainda não se formou, porque não sabia que teria que escrever uma monografia para o curso, ela só descobre isso na festa de formatura que sua família preparou. E quem é que viaja até Londres, para encontrar o namorado, mas não se lembra de como ele é?

"– O quê? Você não fuma maconha?
– Ah, não - não posso me dar ao luxo de perder mais neurônios. Para começo de conversa, nunca tive muitos."


É meu primeiro romance adulto da autora Meg Cabot e eu tenho que dizer que foi bem divertido. A narrativa é bem fluída, e  foi feita para que você entre na cabeça da protagonista, você sente o tempo todo que ela está apenas contando a história dela para você em uma conversa descontraída e bem detalhada. O que faz com que o livro seja muito leve e rápido.
Lizzie é uma personagem que fala e faz as coisas por impulso e isso move a ação do livro, ela é uma fofa, romântica, mas muito ingênua e insegura, isso me irritou muito no início do livro mas as coisas vão tomando novos rumos e parece até outra história.
Apesar do título, não tem fofocas maldosas, só a Liz falando  e fazendo as coisas sem pensar antes.

 "Eu sei que é ridículo. Mas meus olhos realmente se encheram de lágrimas. Faço o que posso para dispersá-las. Não quero que ele saiba que estou chorando de alegria por causa do fato de ele ter me dado um pacote de seis latinhas de Diet Coke. Porque não estou. É o gesto, não a bebida."

Os outros personagens também ganham pequenos espaços no seu coração.
Os cenários descritos são de tirar o fôlego, escolhi esse para o Desafio porque sempre fui louca com Londres, onde acontece o início da história, e logo vamos para a França, onde eu também morro de vontade de ir, e paisagens de vales, castelos e rios serpenteando montanhas, banhados pelo sol poente, te encantam e são muito bem descritas sem que fique cansativo.
Livros leves, divertidos e bem fluidos como este me cativam muito, e apesar de eu ficar sabendo de uma continuação só quando acabei, eu quero muito ler os próximos que são A Rainha da Fofoca em Nova York e a Rainha da Fofoca Fisgada.
Eu mais que recomendo este gostoso chick-lit. Mas como eu disse antes, é um romance adulto então tem linguagem com palavrões e cenas de sexo.
Boa leitura, e até o nosso próximo papo literário.

24 janeiro 2016

Aprendendo a amar




É belíssimo observarmos as mudanças que ocorrem no coração e na mente de uma menina enquanto ela cresce. É realmente fascinante. Esse crescimento vem todo das experiências que ela vive, ela é moldada pela vida, pelas pessoas que a amam e pelas pessoas que a magoam. Então cada pessoa tem a sua maneira de amar, cada pessoa, em seu mundo particular tem sua própria definição de amor.
Não seria interessante se todos nós juntássemos e mostrássemos, uns aos outros, como nós vemos esse sentimento? Quão diversificado seria!
E se nós parássemos para fazer uma análise das nossas próprias percepções?
O que eu sei sobre o amor? O que eu aprendi sobre ele?
Pensando assim, eu resolvi conversar e reunir com o Eduardo algumas coisas que nós aprendemos ao longo da nossa vida, não só no nosso relacionamento, mas de tudo o que observamos, lemos, ouvimos e tentamos fazer.


  • Quando um completa o outro (SQN)
Eu já ouvi muito essa história de se completar, carne e unha, as metades da laranja, e já cheguei a acreditar muito nisso, mas depois de alguns anos de relacionamento percebemos e aprendemos que não devemos depender, inteiramente,  um do outro, não devemos esperar que o outro nos complete. Parece muito anti romântico né? Mas você já parou para perceber o peso de cobrar isso de alguém? A pressão para ele(a), e o pior, o risco para si mesma? Amar e construir um relacionamento implica os dois lados de uma moeda, pode ser simples como respirar e ao mesmo tempo complexo como física, o que nós queremos que você perceba é que antes de amar alguém você precisa se amar e se completar. O outro vai somar e tornar suas cores ainda mais vibrantes. Seja independente, seja feliz consigo, assim fica mais fácil ser feliz com o outro.



  • Ele(a) pode não ser sua alma gêmea
E está tudo bem sabia? Vocês não precisam ser almas gêmeas, não precisam ser parecido e ter muito em comum. Pode ser difícil quando se convive com alguém diferente de você, e isso não é só no relacionamento amoroso. Ter alguém que goste das mesmas coisas que você deve ser pelo menos mais fácil, mas ter alguém que goste de várias coisas diferentes, tem opiniões diferentes, ponto de vista, visões e tal, é no mínimo uma passagem só de ida para uma mente aberta. Boa parte das coisas que você aprende vem das pessoas ao seu redor, e a sua bagagem cultural também vem delas. Isso quer dizer que ter um relacionamento com alguém diferente é uma aventura, que vai te acrescentar e você também vai acrescentar a essa pessoa. Eu estou constantemente aprendendo com as pessoas da minha convivência, mas só porque somos diferentes uns dos outros.



  • Que seja eterno enquanto dure
Essa é uma das coisas mais importantes que eu aprendi, observando outros relacionamentos, pensando muito e até mesmo lendo. Não importa se o seu namoro durou 3 meses, 1 ano ou 10 anos, ele não foi menos significativo por ter terminado. Só porque terminou não significa que ele não existiu e também não significa que não tenha sido incrível! Que dure uma semana, mas que seja intenso e seja amor. Que termine, mas pelo menos ele existiu. Que deixe cicatrizes, e não um vazio. Não menospreze o relacionamento ou o amor de alguém que tem menos tempo que o seu. Não faz sentido.


  • Pense em dobro
Uma importante observação que o Edu fez foi que quando se está em uma relação a longo prazo você toma as decisões pensando no casal. O individualismo é deixado de lado e você passa a pensar em conjunto, em como aquela decisão vai afetar o seu parceiro, se isso pode acabar magoando ou prejudicando de alguma maneira. Mas eu deixo uma observação para que você nunca deixe de pesar em si mesmo. Pensar em conjunto não quer dizer fazer tudo em função do outro, mas sim ver o que é melhor para ambos. Tedeu?


  • Sentir ciumes é normal... mais ou menos
Sem obsessões, sem exagero, sem chilique, sem querer impor alguma regra, sem querer medir o que o outro faz, diz, olha. Não queremos dizer que ciúmes é bonitinho ou importante, mas apenas que ele possível, bem possivelmente, vai fazer parte da relação e da construção da confiança um pelo outro, a confiança, eu preciso salientar, é um fator muito importante, e passar pelo processo de sentir ciúmes de forma saudável e sempre conversar a respeito, é normal, vai acontecer, basta cada um de vocês desenvolver maturidade e confiança em si e no outro, para ir deixando de lado, aos poucos, esse sentimento.



  • Passe um tempo consigo mesmo
Existem vários tipos de casais, aqueles modernos que se veem de vez em quando, aqueles que brigam o tempo todo mas não conseguem ficar longe um do outro, aqueles de outros países, cidades, estados, aqueles chicletes e vários outros. E existem as fases, aquela que você está tão apegado, que faz mil planos durante a semana só para aproveitar cada momento com a pessoa, e aquela fase em que a rotina complica e vocês se veem cada vez menos. Não importa qual tipo de casal vocês são, e nem qual fase estão, passar um tempo sozinho e aproveitar esses momentos é muito importante! Faça planos para você também, leia, escute música, vá jogar bola, ficar com a família ou amigos, ou só fique olhando pela janela perdida em pensamentos, eu garanto que só traz benefícios, é bom para não perder a própria identidade, é bom para evoluir, e é bom para a relação. Afinal sobre o que vocês vão conversar se estão o tempo todo juntos?

Essas coisas que citamos aqui, juntas formam uma definição de amor nossa, a sua pode ser completamente diferente, e não quer dizer que a minha ou a sua estão erradas, quer dizer que os caminhos e as pessoas nos mudaram de uma forma única, só nossa, quer dizer que eu tenho uma história diferente da sua e isso torna tudo mais divertido.


22 janeiro 2016

Let's talk recomenda:

CREED: NASCIDO PARA LUTAR




Olá pessoal,
hoje eu vi aqui fazer uma recomendação de filme. Eu não estou tão ativa no que se refere ao cinema, principalmente se levar em conta que estou de férias da faculdade, mas ultimamente não tem saído nada do meu interesse, por isso eu só me desloquei até o shopping para agradar a avidez do Edu em assistir Creed: nascido para lutar, já que ele é o maior fã de Rocky que eu conheço e ele queria muito saber quem tinha ganhado a luta de portas fechadas em Rocky 3.
Eu tenho algumas confissões para fazer: eu não sou nenhuma especialista da franquia Rocky, estou longe disso, na verdade eu assisti só alguns dos filmes, eu não cresci familiarizada com eles, então minha opinião não pode ser a que você espera.
Vamos lá.
 Adonis Creed Johnson é o filho (fora do casamento) de Apollo Creed que morreu durante uma luta, depois que perde a mãe e passa por alguns reformatórios, o garoto é adotado pela legítima esposa de Apollo e é criado em um "berço de ouro", mas uma mansão e uma carreira garantida em um escritório qualquer não são o bastante, e ele larga tudo para fazer aquilo que está em seu sangue. Ao longo do filme, motivado por uma questão mais pessoal, a busca pela identidade e um acerto de contas com com o falecido pai, Adonis procura ávidamente se encontrar nos ringues, mas sem que seja lembrado e reconhecido apenas pelo nome que carrega. Mas Johnson precisa de um treinador, e por que não procurar o melhor amigo de seu pai? Por que não ser treinado por Rocky Balboa?


Vemos então como a vida de Balboa ficou com a perda de todos que ele amava, e confesso que fiquei satisfeita em vê-lo sempre bem-humorado e gentil como sempre foi, tocando sua vida e nunca esquecendo daqueles que se foram. Depois de muito insistir ele torna-se o treinador do garoto Adonis, o que nos remete não somente ao legado de seu finado treinador como, pelo que eu ouvi dizer, à falha tentativa de ensinar o verdadeiro boxe à alguém (Rocky 5)
Foi um alívio ver que Creed, apesar das várias referência, e da nostalgia que dá vontade de chorar, não é dependente dos filmes anteriores. Como eu não sou uma entendedora do assunto foi fácil me envolver na trama e me emocionar com todo o drama oferecido.
Apesar de em um primeiro momento você achar que a inserção do garoto nos ringues é forçada, já que os objetivos dele são menos nobres (a principio) do que o do lendário Rocky, você começa a compreendê-lo. Como eu disse anteriormente ele busca a sua identidade e no meio do caminho se depara com assuntos não resolvidos com a família, principalmente com o pai. Mesmo afirmando o tempo todo que não queria ser uma sombra do Doutrinador ele não o desrespeita, mas o culpa pelo abandono. E aqui eu pego um ganho para um dos tópicos mais legais do filme:
O Respeito. O tempo todo nos deparamos com o respeito do jovem com o velho Balboa, a que ele chama de tio, e isso, por algum motivo me chama a atenção e torna todo o legado, construído até aqui, algo realmente significativo e lendário. Em outras palavra este é um spin off com muitas referências mas que ao invés de se apoiar ele se constrói respeitando sua origem.
Sylvester Stallone mereceu o globo de ouro como coadjuvante, por sua atuação emocionante e repensada para a nova fase que seu personagem vive, e por investir no lado cômico que deu muito certo. Michael B. me surpreendeu, apesar de não ser seu primeiro filme com visibilidade(eu não assisti nenhum) é sem dúvida o mais marcante , a atuação dele está incrível.
A representação não é algo que deixamos de lado, nunca é demais termos excelente personagens negros com papeis de destaque como o próprio Creed e a atriz Thessa Thompson como Bianca.
A trilha sonora é sem dúvida uma boa jogada para te fazer revirar na cadeira, uma genial junção de passado com presente.
O único, e não tão relevante, ponto negativo, é o romance jovem meio forçado. Só.
Os vínculos criados, como sempre, amolecem meu coração, nunca o trabalho de equipe foi tão bem ilustrado, essa magia criada a partir da construção de uma família, sem laços de sangue, é nobre e vai ficando forte enquanto a trama se finaliza, nos deixando com lágrimas nos olhos. Já vou logo avisando que vou sim roubar o lema "Se eu luto, você luta". Falando nisso nunca me canso das filosóficas frase de efeito que não sabemos se são de Sylvester ou do Garanhão Italiano, o "Um passo de cada vez" também vai ficar marcado.

Um último aspecto muito importante a ser mencionado, foram as técnicas/planos de filmagem que torna tudo mais dramático e impactante, como os planos fechados nas lutas.
Terminamos um excelente filme com uma sensação de um desfecho honroso. Nos afligimos e comemoramos as descobertas de um jovem que lutou pela honra, pelo nome e pela família.


ASSISTA O TRAILER:






20 janeiro 2016

Recomendando:



Oi pessoal,
hoje eu tinha uma coisa diferente programada, mas eu acabei perdendo o texto que ia pro ar, por descuido mesmo, mas para não deixar o blog desatualizado eu resolvi trazer algo que eu tinha em mente.
Uma das melhores coisas que podemos fazer da internet é aprender, as informações disponibilizadas são a melhor ferramenta que poderíamos ter, e do ano passado para cá eu venho me interessando por vários assuntos diferentes. Desde sempre fui viciada em blogs, e nada melhor quando além de entreter, eles informam e ensinam. Então eu vim aqui só para compartilhar três, dos muitos que eu visito, talvez eu faça isso mais vezes portanto irei separar por temas/assuntos, e o de hoje é para aquelas meninas/garotas/mulheres/ que querem ler conteúdo de empoderamento.

Vamos começar:




O Lado M é um blog que fala sobre empoderamento feminino, o diferencial dele é que toda semana tem um especial temático, crônicas, reportagens, livros, vídeos, ensaios fotográficos,questionamentos sobre determinado tema. Por exemplo o Especial Mulheres e as Religiões, Saúde da Mulher etc.
O site tem um layout bonitinho, organizado e convidativo e os textos são muito bem escritos.


Lugar de Mulher  é um site que desconstrói os padrões e as velhas regras impostas, e principalmente tenta mostrar que "Lugar de mulher é onde ela quiser"
O layout é bem clean, é um pouco mais leve que o sitado acima, tanto na aparência quanto nos textos, enquanto o Lado M tem uma "pegada" muito mais técnica, educativa, o Lugar de Mulher é mais opinativo e as vezes até descontraído.
















Por último eu quero indicar um que eu não visito a algum tempo mas que visitava muito. O blog Plus Size Beleza Sem Tamanho é um site de inclusão, onde você lê sobre auto estima, se aceitar como você é, onde a gordofobia é tratada da forma que deve, onde as mulheres gordas são tratadas com o respeito que elas merecem e de forma real.
O layout hoje está mais clean, ele traz bastantes ensaios fotográficos de mulheres reais e é mais opinativo.















Lembrando que você não é obrigada a concordar com tudo o que lê, mas eu indico esses sites pelo conteúdo de credibilidade e pelos pensamentos que eles disseminam. O assunto tratado neles está em alta principalmente pela sua importância, aceitação, liberdade, direito e respeito. Eu espero que vocês visitem e depois me digam o que acharam ok?
Um abraço e um super beijo, até a próxima o/

18 janeiro 2016

TAG FASES DE MÃE

Olá queridos leitores.
Faz um tempão que o Let's participou de uma Tag, e eu já não lembrava como é divertido participar de uma. Hoje eu lhes trago a Fases de Mãe, fui indicada pela querida Dri do blog Crônica sem Eira, Let's start!!

As regras são:

  1. Mencionar e linkar os blogueiros que criaram a Tag: Taty Salazar do blog Coleções Literárias e Marcio Silva do blog Um baixinho nos Livros. Obs. adorei o blog deles, vão lá conferir gente, é super fofo!
  2. Indicar 5 (desculpe indiquei só 4) blogs para responder a Tag; Matheus Alves do blog Matheus e Suas Coisas, Letícia Neves do canal Chamego Literário Oficial, Maria Luisa do blog Cantinho da Mallu e o blog Batom Vermelho
  3. Colocar a imagem do post;

1- Eu vou contar até três.
Um livro que você não via a hora de acabar.
Eu não pensei duas vezes antes de decidir quem iria levar esse "prêmio", não me lembro de uma leitura tão massante quanto de A Arte do Jogo, tem resenha aqui no blog, dá uma lidinha e você vai entender mais.



2- Se você falar isso de novo, te arrebento os dentes.
Um livro que você não suporta que falem mal.
Uma Bárbara de uns 3 anos atrás defenderia Crepúsculo de unhas e dentes, mas como temos que evoluir eu resolvi eleger O Código da Vinci para essa posição, gente não dá para achar defeito naquele livro! Ou qualquer outro do Dan Brown :)




3- Se você correr, vai ser pior! 
Um livro que você corre dele mas sabe que um dia vai ter que ler.
Bom, eu corri bastante de Jogos Vorazes, li e amei, agora eu corro de Divergente, não tenho a mínima vontade de ler e quase todo mundo fala bem dele, eu já levei um baita spoiler sobre e ele e vou adiar até não poder mais, mas estou decidida a me dedicar mais à distopias, então a hora dele vai chegar.




4- Vem comer se não esfria.
Um livro que você leu logo que lançou.
Essa é difícil, eu geralmente sou bem atrasada e não compro muitos lançamentos, compro o que ta barato hehehe. Mas o que deve se aproximar mais dessa categoria seria Caixa de Pássaros que eu li pelo menos no mesmo ano de lançamento. Tem resenha \o/




5- Você não é todo mundo.
Um livro que todo mundo odeia, menos você.
Achou que eu ia falar Crepúsculo né? Mas não! Eu achei bem estranho, quando começou a febre John Green, todo mundo falando mal de O Teorema Katherine e eu não via o porquê, eu gosto do livro e acho a linguagem divertida, ainda to confusa.




6- Quantas vezes eu disse para você não fazer isso?
Um personagem que mais te irritou.
Eu concordo plenamente com a Dri sobre a Kelsey ser uma chata! Mas quem se igualou a ela, pelo menos no finalzinho da saga foi a Clary em Cidade dos Anjos Caídos, da vontade de estapear essas meninas!



7- Não, quando digo não é não!
Um livro que você não lerá, não importa o quanto as pessoas falem bem.
Não importa o quanto as pessoas elogiem Percy Jackson, eu não tenho um pingo de vontade de ler esses livro e não vou!



8- Não mente para mim!
Um personagem mentiroso e que te enganou direitinho.
Para não dar nenhum spoiler, eu digo apenas que tem um personagem em Inferno que me enganou direitinho. Tem resenha ;)



9- Coração de mãe não se engana.
Um livro que te conquistou pela capa e a leitura foi melhor ainda.
Apesar de ter ouvido que a capa de Garotas de Vidro não é bonita, eu achei linda e a história é ainda melhor. Resenha aqui.



10- Ta chorando sem motivo por quê? Pera ai que vou te dar um motivo para chorar!
Um personagem chorão que te fez raiva.
Apesar de no final dos livros ele ter se tornado meu personagem preferido e ter evoluído muito, o Simon de Os Instrumentos Mortais, em Cidade das Cinzas tava um saco!




11- Come só mais um pouquinho.
Um livro que fez você dizer: vou ler só mais um pouquinho.
Eu queria colocar aqui a trilogia Jogos Vorazes inteira, mas o que me deixou pulando na cadeira enquanto lia foi Em Chamas, emendei a trilogia, um atrás do outro, não fazia outra coisa. 




12- Quantas vezes eu vou ter que repetir?
Um livro que você teve ou terá que reler para entender melhor.
Eu tenho vontade de reler vários livros, mas o que eu tenho que reler para entender melhor os personagens e também por causa da linguagem é O Morro dos Ventos Uivantes.



13- Não faz mais que sua obrigação!
Um livro que você leu "por obrigação"
Não lembro de quase nada, só do debate que tivemos na sala sobre Traiu ou não Traiu? Pois é Capitu eu fiquei do lado não traiu.



14- Coração de mãe sempre cabe mais um!
Os três próximos livros que você está louco para comprar.
To numa vibe de terror/triller e quero muito ler O Demonologista, Onde Cantam os Pássaros e Drácula de Bram Stoker, muahahahahaha. Quem quiser me dar de presente manda e-mail ta :)







15- Isso, quebra mesmo. Não foi você quem pagou!
Um livro que você emprestou e voltou irreconhecível.
Olha eu sou muuuito chata e não costumo emprestar livro, mas para cunhada a gente abre uma exceção, apesar de não ter ficado irreconhecível, eu emprestei Um amor para recordar e ele voltou com a última folha rasgada. Agora se vamos falar de irreconhecível, quando eu estava lendo pela milésima vez Amanhecer, eu deixei do lado de fora da casa na chácara da minha avó, e o cachorro fez a festa, ainda deu para remendar.

(todas as imagens foram retiradas da internet)


É isso, eu adorei responder a Tag, me lembrou muito da minha mãe e ainda me fez puxar na memória alguns livros. Espero que tenham gostado! Um abraço e até nosso próximo papo literário.

17 janeiro 2016

"Preciso do Seu Amor"

ITEM 7- UM LIVRO QUE FALE OU TENHA ALGO RELACIONADO A MÚSICA- DESAFIO CRÔNICA SEM EIRA

Preciso do Seu Amor é um romance YA da autora Bella Andre, publicado pela editora Novo Conceito.

Nesta obra Bella conta a história de amor de Mia e Ford. Ford é um roqueiro super famoso e extremamente talentoso, muito ligado às suas músicas e aos seus fãs. Em um de seus shows Ford vê Mia Sullivan na plateia completamente arrebatada e hipnotizada por sua música. Os dois se apaixonam e vivem uma semana de uma ardente paixão que não acaba bem, a moça tem seu coração partido e vai embora deixando o músico perdido de amor.
Cinco anos depois Mia ainda lida com as cicatrizes deixadas por aquela louca paixão e é tomada pelas lembranças daquela semana quando reencontra Ford de uma maneira inesperada. O sedutor rapaz quer a todo custo reconquistá-la e ela está disposta a esquecê-lo para sempre.
Com uma rápida pesquisa na internet eu descobri que este é um livro de uma série de romances sobre os casais da família Sullivan, cada história pode ser lida separadamente, um fato curioso antes de começarmos a falar do livro.
Eu sinceramente não gostei nem um pouco deste livro. Não senti nenhuma conexão nem me identifiquei com nenhum personagem. Se precisassem de uma palavra para descrevê-lo seria SUPERFICIAL, os diálogos são superficiais, o amor é superficial e até os personagens "perfeitos" são superficiais. De longe os diálogos foi uma das coisas que mais me incomodou, tudo tão travado e executado de uma forma técnica e formal demais, até os jantares de família e reuniões com as amigas, parecia sincronizado e ensaiado. O amor construído pela autora é mais um daqueles "acabei de te conhecer e já te amo pacas", você não vê os vínculos serem construídos pelo casal, não vê nada além de tensão sexual para uni-los.
A narrativa é contada sobre o ponto de vista de ambos os pombinhos, nem preciso falar que é uma narrativa travada né.
A única personagem que você pode ler algo sobre a personalidade é a Mia, e não espera nada muito profundo e detalhado sobre ela, só que ela é forte, independente e adora flertar. Ford foi um personagem muito mal construído, você não sabe muito sobre ele porque a autora fez com que os personagens só pensassem um no outro o livro inteiro!!! Isso foi extremamente frustrante, Ford não pensavam em nada além da Mia e em como ele queria que ela fosse sua (macho, alfa, dominante detected) ele é controlador e impulsivo, foi isso que descobri sobre ele. Ah e a Mia também só pensa nele. É claro que pode se esperar algo do tipo quando se lê um romance, mas eu também espero algo a mais acontecendo na vida dos personagens, espero conhecê-los, no mínimo.
Em 315 páginas não acontece muita coisa, é basicamente Ford tentando conquistar a garota, e ela presa ao passado, pensando em como ele a magoou, mais o quanto sente tesão por ele. Eles tentam construir uma amizade, e a autora tenta te convencer de que os dois são ótimos amantes e melhores amigos, mas isso de longe acontece, a amizade que os dois pensam ter não existe. Mas devemos admitir que dá para ler o livro bem rápido se você se empolgar com a história.
A eroticidade presente em toda a trama se mostrou (posso falar superficial de novo?) sem criatividade e sem muita emoção, a escritora criou tanta expectativa em cima disso durante as preliminares do jovem casal de "amigos" que quando realmente rolou foi algo sem muita vida.
A conexão de Ford com a música é uma coisa bela, mas também precisa ser trabalhada e intensificada.
Acho que deu para perceber o quanto esse livro me decepcionou, talvez esse tipo de dialogo que eu tanto critiquei seja uma característica do YA, mas não me lembro por fazer tanto tempo que não lia um, agora pretendo passar um bom tempo longe novamente.
Bem pode não parecer que tenha música envolvida mas tem, espero que se você tenha lido me diga o que achou e se realmente o livro é tão ruim ou estou delirando. Espero que tenham gostado da resenha, o projeto tem ido bem até agora e continuo empolgada e descobrindo coisas novas, comentem aqui se tiverem alguma sugestão de livro. Um abraço e até nosso próximo papo literário.

14 janeiro 2016

A Arte do Jogo


ITEM 29- UM LIVRO DE UM AUTOR QUE VOCÊ NUNCA LEU-DESAFIO CRÔNICA SEM EIRA




A Arte do Jogo, escrito por Chad Harbach,  conquistou os críticos dos principais jornais e revistas Estadunidenses, e chegou em 2013 no Brasil pela editora Intrínseca. Eu posso imaginar onde as críticas se baseiam para serem tão positivas, apesar de o livro não ter me cativado, ou agradado. Vou contar mais sobre:

A Arte do Jogo fala sobre o garoto Henry que através de seu exímio taleto no beisebol entra para a faculdade Westish. Henry nunca (ou quase nunca) errava seus arremessos, igualando-se ao recorde de seu maior ídolo Aparicio, isso o colocou na posição de destaque do time e na mira de muitos olheiros, até que Henry erra um arremesso e a bola acerta seu amigo Owen que vai para no hospital, só isso e bastou para o rumo de tudo mudar. O livro é sobre a vida universitária, sobre amadurecimento, sobre como nossas inseguranças podem ser projetadas de tal modo a nos fazer perder o controle de nossas vidas.
A narrativa é dividida em três pontos de vista. O da Pella, filha do reitor da faculdade que acaba de fugir de um casamento que a afundou na depressão, o de Mike, amigo e mentor de Henry, capitão do time de beisebol e o de Affenlight o genial reitor da faculdade que desenvolveu um romance proibido. Todos, inclusive o amigo e colega de quarto de Henry, Owen, estão com suas vidas conectadas, tanto entre si quanto com o beisebol.
O ponto principal do livro são os personagens, eles foram desenvolvidos por Chad de uma forma sofisticada, não muito parecido com o que eu mesma encontrei na faculdade, são todos inteligentes e até geniais, mas todos desenvolvem seus próprios dramas e submergem neles ao longo da história. E eu pude me identificar com os devaneios de todos eles, pelo menos em alguns pontos.
Henry é para mim o mais confuso, comecei a leitura achando ele um doce de pessoa, mas finalizei pensando o quanto ele se tornou um espelho de Mike. Não tendo muita ação acontecendo, resta você se concentrar nos pensamentos e personalidades dos personagens, e isso pode ser muito interessante ou muito irritante (no meu caso).
A narrativa ficou densa logo nas primeiras páginas, o que se tornou uma leitura difícil e arrastada, o final de Henry não me agradou, mas o final de Affenlight foi poético o que me agradou muito já que o personagem em si é poesia e literatura pura. Os erros que os personagens cometem continuam me surpreendendo de uma forma boa nos livros, como neste. Ver alguns personagens amadurecendo também foi legal ao longo do livro, em especial Pella, mas o final passou a impressão de que o autor deslizou nesse quesito, será que foi proposital?
Apesar de tudo, este é o romance de estreia de Chad e me parece uma carreira muito promissora para ele, se ele lançar, ou lançou algum outro livro, eu leria só pelo simples desafio das complexidades dos personagens.
Ah, sobre o beisebol, eu nunca li nada a respeito, até achei divertido, mas não aprendi muito.
Essa é minha opinião sobre o livro, espero que vocês tenham gostado, podem deixar suas opiniões aqui que eu vou adorar saber. Um abraço e até nosso próximo papo literário.