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28 junho 2015

SKOOB: Para quem gosta de ler

Olá queridos leitores, hoje eu estou aqui para compartilhar com vocês uma rede social que muitos conhecem. Mas se muitos conhecem porque você vai falar dela? Simplesmente porque eu só fui descobrir ela a alguns meses, queria ter utilizado ela antes e acho que todos devem saber de sua existência.


O Skoob é uma rede social, como qualquer outra, mas voltado para os amantes de livros, agora ele também é um aplicativo para o seu smartphone :)
Ele é importante porque muitas pessoas que amam ler podem não estar cercadas por amigos com o mesmo gosto. E isso é chato as vezes sabe? Você acaba de ler um livro incrível e quer muito falar dele com alguém, e você até tenta, mas no fundo você sabe que a pessoa não está nem um pouco interessada, e a conversa não flui e você acaba ficando insatisfeito, com aquela ansiedade pós leitura reprimida em você. E lá você vai encontrar centenas ou até milhares de pessoas que já leram esse livro, comentaram ele, criticaram ou até resenharam. É uma interação muito legal.

Você tem a opção de se cadastrar com e-mail ou através do facebook. E é grátis :D

Funciona mais ou menos assim: no seu perfil você tem uma espécie de estante com os livros que tem, que já leu, que quer ler ou abandonou. E é claro você pode fazer parte de grupos, ter seguidores e também seguir e ainda ficar bem pertinho da sua editora favorita que vai te deixar bem atualizado sobre os lançamentos.
Legal né? Não parou por ai. No Skoob você participa de sorteios de livros e ainda pode fazer trocas com os outros usuários, que pode ser feita de forma normal, troca um livro por outro ou pelo plus que é um pouco mais seguro e feito de outra forma.



Eu ainda não utilizei essa opção de troca porque eu sou extremamente apegada aos meus livros, nem ao menos empresto eles. Eu sei que é meio egoísta. Mas é claro que eu participo de todos os sorteios.
Bom é isso, se você já conhecia e faz parte dessa rede social mais que legal, comenta aqui, e se você não conhecia dá uma passadinha lá e até o nosso próximo papo literário.

Obs: imagens tiradas da internet (tudo print)
Ah eu não to ganhando nada em troca dessa divulgação ok? Só achei relevante.

21 junho 2015

Explorando o filme Dirty Dancing

Atenção pode conter spoilers
A algumas semanas atrás, depois de 18 anos, eu finalmente escolhi o meu filme favorito. Foi em uma epifania, bem de repente, apesar de eu assisti-lo todos os anos na Seção da Tarde. Não me lembro bem do porque está pensando nesse filme, só me lembro de ter chegado a uma conclusão sobre ele e logo em seguida pesquisar se outras pessoas também poderia pensar de forma parecida. E quero dividir isso com vocês, deixando bem claro que é a minha visão.



Dirty Dancing (Ritmo Quente) é um filme que conquistou muitos fãns, o que te atrai a princípio são as danças, o romance e a trilha sonora (que me ajudará a escrever este post). Mas ele vai além, ele é um pouco mais profundo e quer dizer muito mais do que isso.



Dirty Dancing é um filme evoluído para sua época (1987) e trata de assuntos muito importantes, o enredo pode até parece que é só sobre as dificuldade em um romance entre uma garota mais nova  de classe alta e um cara mais velho e pobre, e que eles acabam superando tudo através da dança. Mas não é, e eu vou te mostrar.

Baby

É importante falarmos sobre essa personagem pois ela move o filme do inicio ao fim. Frances (Jennifer Grey) ou Baby como todos a chamam começa o filme passando a impressão de que é só mais uma menina insegura e frágil que possivelmente irá se descobrir na dança. Engano seu meu amigo. Baby é uma garota de 17 anos muito corajosa, segura, inteligente e muito curiosa. 
Você sabe que a história se passa em um hotel em que Baby e sua família estão passando as férias, esse hotel dispõe de várias atrações para os hospedes e uma dessas atrações são os dançarinos Johnny (Patrick Swayze) e Penny (Cynthia Rhodes). E essa dançarina fica grávida de um garçom que nega o envolvimento com ela. O filme se desenvolve quando Baby resolve ajudá-la, sem ter nenhum vínculo com ela ou ganhar nada em troca. 
Penny resolve fazer um aborto, porque ela se sustenta da dança, Johnny até chega a sugerir que ele sustente os dois, mas ambos sabem que o dinheiro não seria suficiente.

Baby ajuda com dinheiro e ainda aprende a dançar para substituir a parceira de Johnny em uma apresentação. (Segura ai que depois falo dessa apresentação)




É importante observamos que as mulheres nesse filme reúnem suas forças para apoiar e ajudar umas as outras,

Sim, o aborto é um assunto tocado "levemente" no filme, é retratado principalmente os perigos que a mulher corre ao tentar fazer o procedimento clandestinamente pois Penny é atendida por um "açougueiro" que usa uma faca de cerra e uma mesa dobrável. O quadro dela se agrava e Baby chama seu pai que é médico para salvá-la, mesmo sabendo que seria repreendida e duramente criticada por ele.
Durante os ensaios e durante a apresentação Baby se mostra muito dedicada e segura, não se deixando abater pela falta de paciência de Johnny nem pelos erros no palco. Ela responde muito bem por si e ainda consegue dar a volta por cima de seus próprios erros.




A paixão que ela sente pelo atraente dançarino é evidente assim que ela o vê, e ao contrário das demais meninas, como sua irmã, ela não espera cantadas do rapaz, ela mesma toma iniciativa  se declara e salta por cima dos esteriótipos e dos medos que muitas garotas da idade dela sentem. Isso é uma das coisas representadas na primeira vez dela e de Johnny, que também parte da iniciativa dela, uma cena muito envolvente por sinal.
Outra façanha que Baby consegue nesse pequeno verão é as mudanças que ela provoca no personagem de Patrick, no inicio ele se mostra um rapaz grosso e retraído que se sente intimidado pelos ricos . Mas o contato com as ações, o otimismo e a coragem  da garota o fazem se tornar uma pessoa mais receptiva e ele toma coragem para lutar, através da dança, por aquilo que ele quer, a Baby é claro.




Mais do que merecido Baby é exaltada como a heroína de Johnny, na cena linda e muito bem coreografada da dança final, com um salto ele a ergue em seus braços e depois canta junto com a música olhando em seus olhos (And I owe it all to you) E EU DEVO TUDO ISSO À VOCÊ. E também tem a música super romântica que Patrick canta no filme que eu só posso atribuir a ela:

She's like the wind/ Ela é como o vento

Ela é como o vento através da minha árvore
Ela trilha a noite perto de mim
Ela me guia ao longo do luar
Só pra queimar-me com o sol
Ela está roubando meu coração
Mas ela não sabe o que me faz




Claro que não podemos esquecer do famoso bordão que ele usa e já diz tudo:"Ninguém deixa a Baby no canto"
Além disso tuudo, a personagem também é uma fofa e engraçada, com uma beleza natural e alheia a possíveis constrangimentos. Mais uma vez eu observei uma personalidade feminina poderosa no cinema, só que ela é muito mais alcançável e real do que a Imperatriz Furiosa que eu falei em outro post.


Nossa, ainda existem tantas cenas a serem destrinchadas para te mostrar mais sobre assuntos de preconceito, comportamento e feminismo. Como a  lição de que as aparências enganam, que é mostrada na cena da velhinha que rouba carteiras. Mas ai ficaria um post muito maior que este.
Enfim, essa fórmula de um filme "feminino" com assuntos muito a frente de sua época somada à uma trilha sonora ótima, uma dança que te contagia  e um romance lindo resultaram no meu filme favorito. Claro que isso pode mudar :)



Mas e você, também vê Dirty Dancing desse jeito? Qual seu filme favorito? Pode me contar tudo aqui nos comentários...

Obs: imagens tiradas da internet

14 junho 2015

Caixa de Pássaros

Caixa de Pássaros é o livro de estréia do cantor e compositor Josh Malerman publicado pela editora Intrínseca, um Thriller muito envolvente que está fazendo sucesso entre vários leitores. Vamos conversar sobre ele?

NÃO ABRA OS OLHOS

Existe algo lá fora: um monstro, ou uma criatura, algo que mudou o mundo, algo que não pode ser visto. Essa criatura parece ser demais para a mente humana compreender, não se sabe se isto tem consciência da devastação que está causando, se faz por bem ou por mau.

"O homem é a criatura que ele teme"


Depois que as criaturas surgiram, o mundo para Malorie foi dividido entre mundo exterior e o interior da casa em que ela divide com os outros sobreviventes. Não se pode mais olhar através das janelas, para sair em buscar água, só se for de olhos vendados.

Acontece o seguinte: o livro é narrado em passado e presente, pela visão da jovem Malorie, que acompanha o desastre global pela mídia. As coisas se desencadeiam e ela descobre que está grávida, mas Malorie custa a acreditar no que está acontecendo. É simples e assustador, basta olhar uma das criaturas e a pessoa subitamente é tomada por uma violência quase primitiva, matando quem estiver por perto e se matando de forma brutal. Quando isso acontece próximo de Malorie ela toma a decisão de se juntar a um grupo de sobreviventes.

Malorie treina as crianças desde seu nascimento, elas foram ensinadas a distinguir os ruídos, a obedecer somente a mãe e o mais importante, não abrir os olhos, todos os ensinamentos foi uma preparação para o dia em que eles precisaria sair da casa com os olhos vendados, remar por 30Km por um rio rodeado pelo mundo que ela não conhece mais, e esse dia chegou.

O que eu posso dizer a respeito? É um livro muito envolvente que pode facilmente te prender do início até o fim, fazendo você ler ele em 1 dia.
Eu nunca tinha lido um livro desse gênero e fique bem satisfeita, a história é intrigante e você sente os medos e aflições dos personagens. O defeito do livro é que você fica sem respostas. Mas eu tenho duas teorias:
1° O autor irá escrever outro respondendo nossas perguntas e 2° as lacunas que ficaram são simplesmente parte da excência do livro: o medo psicológico, não poder enxergar aquilo que você teme e ter de enfrentá-los de olhos fechados.

"As criaturas em sua mente andam em campos abertos, sem horizonte. Ficam ao lado das janelas de casas antigas e olham com curiosidade pelo vidro. Elas analisam. Examinam. Observam. Fazem a única coisa que Malorie não pode fazer...Olham"


Outro aspecto que eu acho muito importante ressaltar é o quanto é emocionante o amor que Malorie tem por seus filhos, em meio a tanto caos, onde a única coisa a ser feita é tentar sobreviver, ela se pergunta o tempo todo se é uma boa mãe. Toda vez que repreende seus filhos por não estarem escutando, para não abrir os olhos ou para não falar coisas triviais que não seja a respeito do que estão ouvindo, ela pensa se está tirando a infância das crianças. É comovente como ela se preocupa em estar privando as crianças de tudo o que ela e as outras pessoas teve, você tem vontade de abraçá-la e dizer que ela está fazendo tudo o que pode.

Eu chorei lendo essa história e o recomendo muito, como muitas pessoas disseram você se vê nele, é como se você estivesse vivenciando aquele momento exatamente porque de certa forma você também está vendado.
Josh Malerman foi genial ao descrever o mundo ao redor dos personagens sendo que nem mesmo eles poderiam enxergar....ai é difícil descrever, VOCÊ PRECISA LER.

 "Há algo do lado de fora. Algo que não pode ser visto, que enlouquece as pessoas e as leva a cometer atos violentos seguidos de suicídio"

Bom meus queridos leitores, é isso! Eu espero que tenham gostado. Me contem nos cometários, críticas, sugestões. Me contem se já leram e se querem ler. Podem me contar tudo.
Até o nosso próximo papo literário :)