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29 janeiro 2015

As vantagens de ser invisível

Eu terminei a pouco meu exemplar de As Vantagens de Ser Invisível de Stephen Chbosky publicado pela editora ROCCO. E logo nas três primeiras páginas eu o larguei e disse "não gostei desse livro", mas quer saber? Não julgue um livro por suas primeiras páginas.

Charlie é um garoto de 15 anos que conta para um amigo anônimo suas experiências, seu dia a dia e suas reflexões através de cartas. O livro foi escrito em 1999 e já tratava de assuntos que estão muito em alta como aborto, violência doméstica, drogas, socialização e família.
Charlie é um garoto peculiar, que tinha dificuldades de fazer novos amigos depois que seu melhor amigo Michel se suicidou, ele também passa por algumas fases estranhas que não são nomeadas no livro, pode ser algum distúrbio, mas que é explicado por um grande trauma do passado que foi esquecido pelo garoto.
 Para mim, ele é único. Eu o achei um menino bem sensível, verdadeiro, que experimenta suas emoções e pensamentos de forma profunda, ele também é muito inteligente, gentil e amigável, mas que precisa participar mais de sua vida. E é o que acontece quando ele conhece Sam e Patrick.
Ao longo das cartas ele mostra a montanha russa que são suas percepções, querendo viver sua vida (sendo infinito) e as vezes querendo simplesmente fugir de tudo.
Enfim, gostei de ler essa obra, gostei como a história mostra os adolescentes com problemas reais sem serem superficiais ou extremamente apegados a algum relacionamento e ou pessoa a ponto de o livro ser rotulado por isso. Não sei se expliquei bem mas é quando você lê algo sobre um garoto que se apaixona e toda a trama gira em torno disso. Esclareci melhor? Pois é, aqui nós nos envolvemos com todos os aspectos da vida de Charlie e seus amigos.
Gostei muito da maioria dos personagens, e os menos simpáticos me fizeram gostar de criticá-los, é legal em como a narrativa foi desenvolvida através de cartas, como um diário, assim a linguagem se tornou fácil e extremamente natural, como se fosse você o "querido amigo". Além disso a família e os amigos do personagem principal te cativam, como se você estivesse se sentindo a vontade em saber do "segredinho" de todos, também achei os pais dele com uma mente bem aberta para a época.
Se você ainda não sabe o livro foi adaptado para o cinema, eu ainda não vi, mas pretendo.

"Então acho que somos quem somos por várias razões. E talvez nunca conheçamos a maior parte delas. Mas mesmo que não tenhamos o poder de escolher quem vamos ser, ainda podemos escolher aonde iremos a partir daqui."

Espero que vocês gostem de As Vantagens de Ser Invisível, e comentem. Se gostaram do filme ou não me digam.
Beijos e até nosso próximo papo literário.


19 janeiro 2015

Cidades de Papel


Minha segunda leitura dedicada a John Green deste ano é Cidades de Papel. O livro conta a história de Quentin, um adolescente que adora sua entediante rotina, ver os amigos, contar os minutos na aula de calculo e jogar vídeo game, até que Margo Roth Spiegelman volta a sua vida.
Quentin sempre fora apaixonada por sua vizinha que o ignorava, até que Margo aparece em sua janela o escolhendo para uma longa noite de aventuras e trotes. Quando o sol nasce ele não sabe o que o esperar, mas com certeza não é a quantidade de enigmas e mistérios que o encaminha para descobertas sobre si e sobre a garota que ele acha que conhece.
Eu acabei de ler o meu Paper Town da editora Intríseca, e me senti muito empolgada para contar à vocês o que eu achei dele.Eu mergulhei nessa história, me envolvi emocionalmente com o mistério e as pistas e tentava imaginar o que havia acontecido.

Quando penso a respeito eu só consigo dizer que foi genial, mas é aos poucos, ele te cativa lentamente, te apresenta às metáforas e te leva para as profundezas da vida.
Consigo juntar mais algumas semelhanças entre os romances de John, entre eles estão: geralmente os personagens principais entram em situações que os fazem se descobrir, tem aventura e muitas lições profundas de vida.Parei e me perguntei porque John Verde é considerado o escritor mais badalado entre os jovens, já que seus livros, para mim são de uma imensa sabedoria.
Não quero que minha empolgação de ler um livro muito bom interfira na minha intenção de escrever uma crítica objetiva para vocês. Então recapitulando, o livro é incrível, para mim o livro mais profundo de Green, ele fala de descobertas, de tentar entender as pessoas como elas realmente são e não o que queremos que elas sejam, de ir em busca, não de algo específico mas simplesmente sair em busca.
Mostra que Quentin descobre que no final, se as coisas não forem como ele imaginou, ele pode ser feliz com o que ele descobriu em sua jornada. E o final? Eu posso dizer com convicção que não mudaria nada, pode não ser o conto de fadas feliz mas nosso querido John Green nos ensinou que a felicidade é mais pura e mais dolorida.
Espero que vocês se envolvam tanto quanto em Cidades de Papel, e deixe nos comentários, você se considera uma pessoa de papel?
Ah e Cidades de Papel está sendo adaptado para filme este ano, o elenco já está trabalhando e o autor da obra acompanha de perto com empolgação, não consegui uma data certa para vocês mas provavelmente sairá em junho ou julho de 2015, quando a estréia for confirmada faço um post para vocês. Beijos e até o próximo papo literário.



12 janeiro 2015

Quem é você, Alasca?

Miles Halter é um garoto inteligente, sem muitos amigos, para não dizer nenhum, e ele ama ler biografias pois é nelas que ele encontra últimas palavras das grandes personalidades e as coleciona. As últimas palavras do poeta François Rabelais "Saio em busca de um Grande Talvez" levam o adolescente a se matricular no colégio interno Culver Creek. 
Apelidado de Gordo no primeiro dia, o garoto começa a viver aventuras e conhecer novas pessoas, entre elas está Alasca, uma menina no mínimo interessante, de personalidade forte, impulsiva, inteligente e sensual que muda tudo e que irá guiá-lo ao seu Grande Talvez.
"Eu era um palerma. Ela era apaixonante. Eu era irremediavelmente sem graça. Ela era infinitamente fascinante. Então voltei para o meu quarto e desabei no beliche de baixo, pensando que, se as pessoas fossem chuva, eu era garoa e ela, um furacão"
Quem é você, Alasca? é o primeiro livro escrito por John Green. Eu adquiri a versão para colecionadores que até então é da editora Martins Fontes com uma capa bem bonita.


Pra início de conversa este não é o melhor livro que eu li do John, mas não foge da receita original que é composta por: lágrimas, risadas e boas lições.
A história que foi baseada nas experiências do próprio autor no colegial, me levaram a uma rotina muito cansativa de bebidas, cigarros e distúrbios de personalidade de Alasca, mas a inteligência dos personagens te mantem presa na expectativa de novas descobertas.
Sinceramente não depositei esperanças em um possível romance entre a Alasca e o Gordo, não gostei muito dela pois era muito instável, o que me agradou foi ver o crescimento e o desenvolvimento dele, compartilhar de suas dúvidas, revoltas, desejos e as vezes me irritar por causa da obsessão repetitiva dele no final. 
Enfim, gostei de ver o Miles cativando e sendo leal aos novos amigos, se aventurando e se arriscando, se questionando sobre das questões profundas que rodeiam a vida. Eu comecei a enxergar o Grande Talvez logo no meio do livro quando não tinha muita coisa acontecendo pois ele já não conseguia volta à sua vida normal e sem graça.
Quem é você, Alasca? é cheio de dúvidas das quais quando jovens, pensamos pouco, é uma leitura que eu recomendo. 


Se você gostou comente, pode sugerir outros livros e colocar sua opinião.
Até nosso próximo papo literário.

03 janeiro 2015

Prazeres da noite (uma leitura picante)

Além da nossa querida e conhecida realidade existe uma dimensão perigosa e desconhecida chamada Crepúsculo.
Nesta outra dimensão sábios e guerreiros lutam ao longo dos séculos contra uma força que nós bem conhecemos mas que subestimamos: os Pesadelos. Diariamente guerreiros são mandados para o sonho das Sonhadoras para realizar suas fantasias além de enfrentar batalhas empunhando espadas contra os incontáveis Pesadelos que podem um dia destruir nossa realidade e o Crepúsculo.
Entre os Guerreiros e as Sonhadoras, Aidan e Lyssa descobrem uma conexão um com o outro que supera tudo e que pode mudar o que ambos acreditam.
Parece mais uma história de romance com ficção que nós bem conhecemos, mas não se enganem, beijos apaixonados e longos passeios de mãos dadas estão longe de habitar essas páginas. Sexo, polido, selvagem e amoroso faz mais o estilo de Prazeres da Noite, já era de se esperar já que a autora deste livro é nada mais nada menos do Sylvia Day, autora de Toda Sua e mais um monte de livros safadinhos .
Os clichês ainda podem ser os grandes vilões para muitas pessoas, e este livro está cheio deles. O mocinho lindo, maravilhoso, forte, habilidoso, perfeito e bom de cama é um dos principais elementos alvo de comparações com outros zilhões de livros, e a mocinha "supostamente" normal com alguns problemas pessoais e que acaba sendo alvo de admiração e obsessão do personagem principal é o segundo clichê, e por ai vai.
Eu levei mais de um mês para terminar de ler este livro, claro que eu estava no fim de semestre e cheia de coisas para fazer, mas ainda assim demorei muito para ler e minha crítica pode ter sido comprometida, mas afinal vale a pena ler Prazeres da Noite? Bem, esta foi minha primeira leitura erótica, li alguns trechos de 50 tons de cinza mas não senti vontade de comprá-lo, já este foi uma recomendação da vendedora e não me arrependo de ter adquirido, provavelmente este não é o melhor livro erótico mas para um começo já foi bem impactante.


Os personagens pensam muito em sexo, sério! Mas Babí histórias eróticas são assim mesmo! Ok, entendi, mas existe  toda uma trama e outras ações dentro que são bem afetadas ou atingidas pela sensualidade e depravação dos personagens.
As partes picantes, apesar de serem alterada pela vontade da autora de que as leitoras fiquem loucas pelo Aidan, me pareceram bem reais, bem escritas e sem frescuras, a linguagem é o que eu esperava de um diálogo desse gênero literário. Portanto minhas queridas conservadoras sugiro que passem bem longe desta gostosa obra da Sylvia Day.
Se você já leu Prazeres da Noite ou quer recomendar algum livro deixe seu comentário, prometo ler todos e responder.
Beijos e até o nosso próximo papo sobre livros.



01 janeiro 2015

Adeus ano velho e bem vindo ano novo

Quase um mês sem postagem no blog, me sinto decepcionada comigo mesma, poderia dar desculpas como: eu não tive muito tempo ou estava aproveitando meu descanso, qualquer uma delas seria válida, mas não é suficiente para justificar minha ausência, perdão.
Hoje resolvi sair da cama e de repente escrever-lhes. Compartilhar com vocês minhas reflexões de final de ano.
Sei que ao longo do ano no meio das minhas dificuldade eu me queixava, mas neste dia primeiro, ou neste primeiro dia olho para 2014 e me sinto a vontade de chamá-lo de querido 2014. E as dificuldades? Bem, nem me lembro mais delas.
Foram muitas conquistas, foram muitas novidades foi muita coisa.
Eu entrei para a faculdade e descobri que minha futura profissão pode ser muito prazerosa, tive meu primeiro estágio e descobri que certos medos se tornam bobos, me descobri mais confiante, descobri novos amigos e redescobri os velhos, descobri o quanto sou apaixonada e que o para sempre pode sair dos contos de fada e atuar em nossas vidas.
Eu derramei lágrimas, eu soltei risadas altas, eu expus tímidos sorrisos, me machuquei com o nervosismo e a falta de paciência. Me permiti sentir, me permiti viver.
Sinceramente não me lembro de ter feito muitas metas no final de 2013 e mesmo assim vi muita coisa dar certo, e se tudo for graças a espontaneidade então que ela seja o nosso ingrediente especial de 2015.
Assim como a maioria quero muitas coisas para este ano, os clichês como saúde, paz e amor, mas também quero mais de mim, quero me superar, quero me desafiar, quero ser menos comodidade e mais ação. Meus outros objetivos? Prefiro mantê-los comigo e com aquele que compartilhei.
E por fim não posso prometer escrever mais no blog pois tudo que escrevo depende dos meus sentimentos e da minha inspiração, mas não vou abandoná-lo e espero que vocês também não nos abandone.
Gostaria de saber o que vocês andam pensando neste fim de tarde do dia primeiro ou do primeiro dia, e quais as metas que gostariam de compartilhar, o que esperam para 2015 e o que acharam de 2014.
Feliz novos projetos.