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22 setembro 2014

O que você anda buscando?


Para onde vc quer ir e como quer chegar lá?
Você pensa sobre que tipo de vida quer levar?
Desde muito cedo tentamos mandar em nossos destinos, tentamos traçar nossos caminhos e fazer com que tudo aconteça da maneira que planejamos. A maioria de nós quer se formar, ter um bom emprego, casar, ter filhos, criá-los e conseguir se aposentar.
Existe uma espécie de “sub caminhos” ou “sub decisões” entre essas fases da vida. E esses “sub elementos” são mais importantes do que você imagina. Eles são, na verdade, os grandes responsáveis pelo rumo que sua vida irá tomar.
De fato tudo depende de você e das decisões que você toma diariamente. E essa, meus caros, é a única responsabilidade que nós temos. Você só é responsável em tomar as rédeas de sua vida, o resto é consequência, uma série de fatores que são derivados da questão primária.
De que forma você quer viver? Você quer ter uma vida simples e tradicional? Ou você quer acordar todos os dias e inventar uma aventura?
Não condeno ou recomendo nenhuma das opções, eu mesma estou em uma encruzilhada ou pra ser mais sincera, estou vivendo uma dúvida carregada de certa tristeza.
A imposição da sociedade, e quando digo sociedade saiba que me dirijo diretamente aos pais, é de que devemos ser maduros e independentes e todo aquele grande discurso que ouvimos desde, talvez o início de nossa adolescência.
Eu, como exemplo, ouvia e via tanto sobre responsabilidade que sem perceber adotei como meu discurso. Dá pra imaginar algo mais alienado que isso? Fui me dar conta quando já era tarde, sim, essa semana. Já estava comprometida com meus afazeres, com minha rotina, com minhas obrigações, e o pior, estou comprometida com o arrependimento.
Talvez eu esteja infeliz com algo muito específico, prefiro não dizer o que é, e ao mesmo tempo me sentido culpada por essa infelicidade, porque é algo que mais cedo ou mais tarde eu teria que fazer e também porque sei que não sou a única incomodada com essa rotina, mas talvez a que chama isso de infelicidade.
Eu quero me formar, ter um emprego prazeroso, noivar, casar, aproveitar essa vida de casada, ter dois filhos, vários netos, quero escrever um livro, me aposentar, e ter uma varanda onde eu possa passar o resto dos meus dias balançando, sentido o vento e conversando sobre minha juventude com o mesmo homem que hoje chamo de “Morzão”. Mas tudo isso em um futuro mais distante.
O que eu quero para o agora? Não sei muito bem, mas talvez recuperar parte da minha adolescência, pra depois recomeçar a brincadeira de gente grande.

Sabe as perguntas no início desse texto? Então, saiba diferenciá-las. Saiba o que você quer para a sua vida, saiba o que você está buscando e saiba o que você quer agora. Não cometa o mesmo erro que eu cometi e se apresse, não se precipite só porque sua família cobra isso de você, porque é você que irá chamar de infelicidade, os outros vão chamar de obrigação.
(Foto tirada por Bárbara Oliveira)

12 setembro 2014

Se eu ficar

Milhares de pessoas já devem ter ido ao cinema para assistir “Se eu ficar”, e provavelmente antes disso devem ter lido o livro. Eu acabei de lê-lo e aqui vai minha impressões sobre este Best-Seller.
Se eu ficar teve uma repercussão muito grande, quase tanto quanto A Culpa é das estrelas. A semelhança não para por ai. Dois bons motivos que me levaram a ler ambos é o fato de que eles não possuem sequência e não são do gênero sobrenatural. Não é que eu não goste de livros assim, mas tenho lido muitos desse tipo e é bom quebrar esse círculo. Acabei descobrindo que tenho uma pequena queda por livros que pelo fato de não terem sequência sugere ser autossuficientes, independente.
Antes de começar a ler, eu vi o trailer do filme que inda seria lançado e ouvi comentários de alguns leitores, então já tinha uma ideia de como seria a história, além de já estar ciente DA GRANDE ESCOLHA DE MIA,e  essa escolha que ela teria de fazer, me reteve um pouco. Eu achei que das 208 páginas do drama/romance mais da metade ficaria dando voltas e mais voltas em torno dessa escolha que a personagem principal deveria fazer. E o primeiro ponto bom do livro é que a autora não enrola tanto nesse aspecto.
Outras coisas que me agradaram na história foram os momentos em que a Mia relembrava seu passado e em como ele poderia se entrelaçar, ou andar paralelo com os acontecimentos mais recentes da jovem. O passado dela é algo muito tranquilo, é natural, é normal de uma forma generosa. A adolescente leva uma vida sem muitas complicações, passando pelas fases de sua vida de uma forma que flui muito bem. Ela não tem grandes problemas com sua personalidade simples, ela ama a música de forma saudável, apesar de em certo ponto sentir que não se encaixa na própria família ela não tem uma obsessão doentia que vemos em alguns personagens que não conseguem se aceitar. Enfim, Mia é uma personagem tão real que eu conseguia imaginá-la nitidamente.
O outro aspecto da história que me agradou foi os motivos que levam Mia a fazer a escolha dela, é difícil explicar sem dar spoiler, o que me agradou foi a força por trás de tudo.
Por fim, em aspectos negativos, eu achei superficialidade em muita coisa do livro. A autora tinha em suas mãos a força de tornar o livro em uma das coisas mais profundas que eu já li, sem querer comparar, ela poderia superar a profundidade que John Green usou em A culpa é das estrelas, mas ela deixou essa oportunidade passar.
Gostaria de ter tido mais informações no final, posso imaginar o porquê a autora deixou seus leitores com vontade de saber mais, mas ela não deveria ter usado essa estratégia, funciona para algumas tramas, não para essa.
Finalizando...eu não sinto vontade de ler outro livro de Gayle Forman, mas para um fim de semana entediante, chuvoso e solitário eu diria que Se eu ficar, é um livro bonzinho.

(Foto tirada por Bárbara Oliveira)