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18 agosto 2016

Desacelere jovem...




Imagine uma turma de universitários na reta final do curso. Esses estudante provavelmente já passaram por muita coisa, já aprenderam algo, já experimentar, já viveram algumas coisas, e agora sentem a ansiedade de terminar o curso com a pressão das dificuldade que vão aumentando. Agora imagine esses estudantes ouvindo de uma pessoa no início desse semestre que devíamos parar de frescura, parar de deixar que gripes e dores de cabeça nos impedisse de ir para a aula, que não devíamos tirar os domingos para dormir o dia todo, que devíamos dormir o equivalente a sobrevivência, que quando não estivéssemos bem que deveríamos tomar um remédio e ir pra aula mesmo assim.
Ninguém gosta de pessoas que querem tudo mastigado, que não se esforçam, que montam na capacidade dos outros. Ninguém gosta de pessoas relaxadas, preguiçosas, oportunistas e folgadas. O brasileiro já ouviu muito que é um povo trabalhador, já me contaram que os americanos trabalham excessivamente e por isso consomem muito fast food. Mas vamos parar para separar o esforço do sacrifício suicida.

Já cheguei no fim do dia morta de cansada, desmotivada, e pensando o quanto as coisas são difíceis, logo depois me culpei porque lembrei que existem pessoas que trabalham e estudam o triplo, que tem muito menos, e se dedicam muito mais, e isso fez, e as vezes ainda faz, com que eu me diminua e diminua os meus esforços.

Mas a verdade é que parece que nunca fomos tão cobrados quanto agora.

Quantas matérias já saíram de pessoas que passaram em 1° lugar em concursos, Enem, vestibular, etc. e é assustador a realidade dessas pessoas, são muitas horas por dia estudando, as vezes compartilhadas com o trabalho, poucas ou razoáveis horas de sono, e nenhuma de diversão. Romantizamos e exaltamos isso. Como é legal uma pessoas estudar 10 horas por dia. Que pecado você sair para se divertir nos fins de semana!

E você passa uma boa parte do seu tempo estudando, garante um emprego estável, e agora precisa se dedicar arduamente a ele e ir atrás de uma pós, mestrado, doutorado...

E quando você começa a viver? Quando vai tirar aquelas férias que tanto sonhava quando estava estudando? Quando você vai colher os frutos do seu esforço? Quando vai ter um tempo?

E quantas doenças esses maratonistas desenvolvem? Quantas dessas pessoas se alimentam mal, dormem mal, tem ansiedade, depressão, anemia, gastrite, e uma infinidade de coisas?

Valeu a pena?

A sua saúde não vai esperar você passar no vestibular, as noites mal dormidas vão se acumulando, os momentos inesquecíveis não vão acontecer quando você tiver um tempo para eles. As pessoas que você ama não vão poder estar com você só quando você tiver tempo.

Tudo nessa vida requer esforços e sacrifícios, precisamos estudar muito e trabalhar muito. E as vezes isso vai requerer que você durma mais tarde, acorde mais cedo, passe sábado e domingo diante dos livros e recuse aquele filme. As vezes você vai ter que comprar o livro do cursinho ao invés do vestido pra festa. Alguns dias vai ter comer correndo pra não se atrasar, em outros não vai poder ver o namorado. Esse ano tem vestibular e já era a viajem.

Mas não ultrapasse limites, não force as barreiras, não tente mais do que deveria. Afinal somos apenas humanos. Parem de cobrar o sucesso precoce de si mesmos, parem também de pressionar e esperar isso dos outros. Ter controle de sua vida é saber medir e equilibrar as coisas, sem exageros, sem excessos. Você não tem que provar a ninguém seus esforços, suas conquistas serão aproveitadas por você mesmo, sua felicidade depende de você e não do tanto que você trabalhou e estudou.



20 julho 2016

Playletras da superação

Olá queridos leitores. Já fazia um tempão que eu não fazia Playletras né? Para compensar eu trouxe uma lista com um propósito nobre. No playletras de hoje eu quero pedir que você baixe essas músicas, pode ser no celular ou no computador, de preferência quando estiver sozinho, escute em volume alto e preste atenção na letra. Deixe sua mente vagar pela mensagem porque as canções de hoje foram feitas e selecionada para ajudar você a superar, seja um término, seja pessoas ruins na sua vida, escolhas ruins ou erros que você não consegue deixar para traz, essas bandas de rock querem te incentivar a seguir em frente, então aperte o play and move on!

1° Pitty- Serpente
A baiana Pitty é aquela melhor amiga que te manda a real! Ela vai te dizer o que você precisa escutar não o que você quer. Recentemente ela passou por uma fase bem difícil mas transformou essas experiências em um álbum de superação, a melodia é cheia de instrumentos diferentes que nos embalam em uma leve alegria e ainda remete ao outro projeto da cantora, o Agridoce. A música Serpente  tem um toque espiritual, com direito a mantra e tudo mais:



"...
O acaso
Empurra quem
Se agarra à borda, preso em negação

Solitário
Na multidão
A sustentação é que a manhã já vem
Logo mais a manhã já vem

Chega dessa pele, é hora de trocar
Por baixo ainda é serpente
E devora a cauda pra recomeçar

Om Namah Shivaya
Om Namah Shivaya

Pelo fogo
Transmutação
Sem afago, lapidando o aprendiz
O que sobra é cicatriz
A sustentação é que a manhã já vem
Logo mais a manhã já vem
..."

2°Capital Inicial- Não olhe para trás
É dever de todo brasiliense ouvir Capital Inicial, as letras são ótimas e é outro exemplo de que rock nacional também é bom! A música "não olhe para trás" é aquela que te faz seguir em frente com força total, além de te fazer refletir se aquilo que você está transformando em problema merece mesmo todo esse drama:

"Nem tudo é como você quer

Nem tudo pode ser perfeito
Pode ser fácil se você
Ver o mundo de outro jeito

Se o que é errado ficou certo
As coisas são como elas são
Se a inteligência ficou cega
De tanta informação

Se não faz sentido
Discorde comigo
Não é nada demais
São águas passadas
Escolha outra estrada
E não olhe,
Não olhe pra trás

Você quer encontrar a solução
Sem ter nenhum problema
Insistir se preocupar demais
Cada escolha é um dilema

Como sempre estou
Mais do seu lado que você
Siga em frente em linha reta
E não procure o que perder"

3° Titãs- Epitáfio
Um clássico, essa música é de um gosto muito refinado na minha opinião, além de bem animada para pular no show, mas além disso a letra dela te mostra tudo o que você perdeu ao se preocupar com as coisas erradas além de incentivar a deixar as coisas correrem mais leves e por conta do destino.

"Devia ter amado mais
Ter chorado mais


Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais e até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer
Queria ter aceitado as pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar..."


Escute tudo no spotify: 

12 julho 2016

Como transformar seu dia


Ela acorda pela manhã às 6:00, não dá tempo de colocar aqueles 5 minutos a mais no despertador, é preciso correr e se arrumar, mal da tempo de assimilar as coisas ao seu redor, ou de espantar o sono. Nessa fração de segundo, entre chutar o edredom e pisar na cerâmica gelada, o pensamento de desistir do seu dia assola sua mente, será que se faltasse do serviço só por hoje seria demitida? Por que ela não podia se permitir ser mais irresponsável? Tão rápido quanto veio o pensamento se dissipa, onde já se viu? A dificuldade 2x pior na vida de outras pessoas, os planos para o futuro, aqueles que dependem dela e até o mimo no fim do mês são desculpas suficiente para seguir em frente.
Seu dia começou.
Novamente.
Mais doses daquela rotina construída.
Seu dia tem tudo para ser como todos os outros.
Ela entra no metrô, abre um livro e se perde na rotina de outra pessoa, cavalga suavemente nas palavras que descrevem uma vida que não é sua. O fato de estar em pé e ter que ficar com o braço levantado para se segurar não é mais real quanto aquele mundo paralelo.
Automaticamente sua mente registra a chegada em sua estação.
Tem que fechar o livro, apertar o agasalho contra o corpo, colocar os fones de ouvido e escolher qual caminho tomar hoje. Porque talvez, se for por um caminho diferente hoje, quem sabe seu dia possa ser diferente.
Só que isso é uma mentira, ela sabe no fundo que se escolher a música certa e olhar mais atentamente as flores que enchem o chão, seu dia será inspirado por arrepios sonoros e muito amor pelo que ela vê.
Tem dias que ela se sente poderosa.
As vezes chorosa.
Mais amorosa.
Pensativa e decidida.
Não importa se o restante do dia será chato e previsível, se o trabalho vai aborrecer, se não produzir nada hoje. Aqueles pequenos instantes são decisivos para sua alma.



07 julho 2016

A Playlist da Minha Vida





Atualizando as minhas leituras de férias, gostaria de abrir um parêntese para observar que livro ta caro pra caramba, seja em loja virtual, física ou sebo, desse jeito vou a falência. Feita a minha reclamação vamos falar sobre o livro desta semana. A Playlist da minha vida da editora Globo Livros escrito pela Leila Sales, ele entra no Desafio Crônica Sem Eira (sim eu ainda to tentando participar, hehe) como  ITEM 24- UM LIVRO QUE VOCÊ ACABOU DE COMPRAR, mas eu queria mesmo era que ele entrasse em "um livro sobre música", fazer o que né.
Elise Dembowski é uma garota do ensino médio que está experimentando o gosto amargo de não fazer parte de nenhum grupo da escola, ela não é popular e nem tem amigos, além de sofrer bastante bullying. Ninguém está interessado nela, e ela tenta de tudo para conseguir ter amigos, depois de muita confusão e grandes estragos Elise conhece a vida noturna na boate underground Start, onde ela encontra pessoas que compartilham com ela a mesma paixão avassaladora pela música, e essa nova descoberta pode virar o mundo dela de cabeça para baixo.
Nessa minha passada pela vida da Lise eu conheci uma garota muito interessante, que vive com os fones no ouvido e é muito inteligente. A princípio eu estava achando o livro bem chato e comum por pensar que se tratava do drama de uma garota impopular, coisa que eu poderia ver na "Sessão da Tarde", mas ao longo da leitura vou percebendo que a garota não quer ser popular, ela quer ter uma amiga, alguém que ela sinta que não a odeie, e vou descobrindo junto com Elise quem ela realmente é, como ela mesma se descreve, uma garota precoce que aprende as coisas muito facilmente.
Apesar das babaquices adolescente que ela comete eu sinto que ela é muito madura em vários aspectos de sua vida e o amor que ela sente pela música é contagiante,a autora até coloca trechos de músicas no início de cada capítulo e eu não pude deixar de procurar algumas, ela não é aquele típico personagem comum sem sal que ninguém gosta porque não se sobressai, ela é uma garota interessante que tem personalidade e é cativante com que a conhece. As coisas se desenrolam de um jeito fluido no livro para que você conheça vários personagens e veja junto com a Lis que cada um é de um jeito, bem diferente do seu, e isso aos olhos dos populares, é rejeitável.
Quanto mais Elise afunda mais ela conhece sobre o mundo real, as pessoas reais e como as coisas funcionam. Isso não é exatamente um spoiler, mas Elise se descobre como uma promissora DJ e isso a torna poderosa e dá a ela um mundo no qual ela possa escapar, mas ao mesmo tempo dá á ela o mundo onde ela possa viver sem sentir que está em uma fantasia. E eu sei que muita gente vai se identificar com a Elise enquanto outras vão achar que ela é muito dramática, mas para as pessoas certas ela será uma ótima professora e um ótimo exemplo.

"Você acha que é fácil mudar quem você é. Você acha que é fácil, mas não é. Sério, as coisas não continuam as mesmas para sempre: sofás são substituídos, os garotos se vão, você descobre uma música, o seu corpo ganha cicatrizes que te acompanharão para sempre. E em cada um desses momentos você muda, várias e várias vezes, o seu verdadeiro eu se revira, muda de posição-mas sempre, no fim, volta para você, como alguém numa pista de dança. Porque, durante todo esse processo, você ainda é- e sempre será-você: bonita e machucada, conhecida e irreconhecível. E ser assim-simplesmente quem você é- não é suficiente?"

Enfim, espero que se forem dar uma chance a um livro adolescente escolham este, vocês me acham nos comentários, até nosso próximo papo literário


24 maio 2016

Vídeo-Documentário

Olá queridos leitores.
Neste post ansiosamente falarei um pouco mais dessa minha saga que é a graduação de jornalismo. Você devem ter notado um sumiço meu por aqui, certo? Dentre tantos motivos a faculdade é, talvez, o mais forte. 5° semestre não é brincadeira, é uma correria só e os projetos vão ficando cada vez mais desafiadores e exigindo um trabalho cada vez menos amador.
Na disciplina de Telejornalismo II foi nos passado a missão de fazer um vídeo-documentário, tema livre. Com todas as etapas, desde a idealização do tema, a ficha de entrevistas a serem feitas, a execução propriamente dita até a edição.
Todas as etapas carregavam consigo seus obstáculos, mesmo um simples preenchimento de ficha pré-documentário. A realização das entrevista foi de um tamanho desafio, extremamente estressante, igualmente perigoso. Explico o porquê:
O tema que escolhemos, sugestão dada pela colega integrante do grupo, foi TRABALHOS NOTURNOS. Uma idealização só! Pensamos o quanto seria honrado mostrar a difícil realidade dos trabalhadores noturnos, as dificuldades e a violência que eles passam.
No decorrer do documentário começamos a nos arrepender do tema. Primeiro precisaríamos do equipamento, leia-se câmera super cara, da faculdade, sendo que a maioria das entrevistas seriam feitas à noite. Depois, mesmo marcando com os entrevistados alguns não iam, outros tínhamos que abordar na hora e ai já viu né? Recebíamos "nãos", tínhamos que aguentar certas ignorâncias, ao mesmo tempo que morríamos de medo de ser assaltadas.
No fim deu tudo certo, entrevistamos os personagens, as autoridades- sempre deve ter autoridades/especialistas no assunto para compor de forma completa- e chega a hora da edição. Esta tarefa me ficou destinada e confesso que me deu um pouco de medo. Somente umas poucas vezes eu mexi com editores de vídeo, nada muito compromissado e completo quanto seria editar todo o nosso trabalho para depois apresentar. Optei pelo programa Camtasia que se mostrou mais eficaz e objetivo, principalmente para cortes, e o resultado, depois de uns mil e um retoques, revisões, mudanças, mais cortes e etc, foi muito satisfatório. Me senti orgulhosa por ter me desafiado dessa maneira.
Agora falemos mais sobre o tema escolhido. No momento em que escolhemos falar sobre esse assunto, tínhamos uma visão diferente do que encontraríamos, e na hora de conversar com as pessoas fomos desconstruídas e nossa percepção mudou, até mesmo o "tom" do documentário foi redirecionado. É importante sabermos que não somos os donos da razão porque vemos o mundo daquela forma. Uma importante lição que eu estou aprendendo nesse semestre é que devemos olhar fora da caixinha, aquilo que vemos pode não ser toda realidade, e foi isso que ocorreu, não enxergamos toda a situação com outros olhos, só o que achamos que era a verdade e por isso o trabalho ficou com outro aspecto.
Pensamos a princípio que falar sobre trabalhos noturnos mostraria a realidade difícil dessas pessoas, as dificuldades que elas passaM, com assaltos, com sono, entre outras limitações que o turno contrário traria, não imaginamos encontrar profissionais alegres, divertidos, felizes e satisfeitos com seus trabalhos. No todo isso não prejudicou o trabalho, mas poderia ter arruinado, por isso quando forem escolher um tema para qualquer coisa pensem nos diferentes rumos que ele pode tomar.
Na apresentação desta noite vi trabalhos incríveis e pude enxergar no dos colegas o que poderíamos ter melhorado no nosso. Apesar disso gostei do resultado final, mas além disso gostei especialmente de ter sido desafiada, desconstruída e tirada completamente da zona de conforto. Acredito que esta seja uma decorrência da arte jornalística em si, espero que as próximas experiências tragam sempre consigo um gostinho de orgulho salpicado de "quero mais".


ASSISTA AO NOSSO DOCUMENTÁRIO


Um agradecimento a todos envolvidos


09 maio 2016

EMERGIR


Ano passado eu senti que estava perdendo as rédias da minha vida. Eu passei por uma situação que me colocou em crise emocional. Tudo graças a uma pessoas que nunca foi nada meu, nunca significou nada para mim, uma pessoas que eu nem ao menos conhecia direito!
Se você olhar a situação de fora vai achar que eu estou fazendo drama, que eu estou exagerando, eu acharia   se não fosse comigo. Só quem sabe as consequências de tudo sou eu e minha amiga, que passou pelo mesmo.
Hoje, depois de termos nos afastado da pessoa que nos "afetou", depois de levar um balde de água fria na cara para despertar, olhamos para trás e analisamos tudo o que aconteceu. No processo que eu só posso descrever como de cura, eu chego a conclusão de que eu estava sendo manipulada. Não persuadida. Manipulada.
Nesse processo  eu passei pela fase da tristeza, do ódio, da raiva, do rancor, do nojo e agora sinto que estou experimentando a indiferença, e quero deixar registrado que ela é uma delícia!
Eu me perdi, e tive que cair em um buraco negro de incertezas para poder me encontrar de uma forma que eu nunca havia feito antes. Depois de ter afastado a pessoa da minha vida como se tira um band-adi da ferida, eu entrei em um estado meramente parecido com alguém que está se desintoxicando, eu entrei em desespero, mas não por falta de alguém, não pela pessoa, mas sim por mim mesma. Me perguntava porque eu havia deixado as coisas chegarem àquele ponto, me culpava e ainda me culpo por não ter enxergado desde o início o tipo de pessoa com quem estava convivendo. E pior, por deixar que alguém tão insignificante e inseguro me atingisse dessa forma.

Existe nessa Terra alguns males que vem para o bem, esse foi um deles. Após passar meses me perguntando quem eu sou, o que eu queria, para onde estava indo e o que tinha feito de errado, eu finalmente me vejo no caminho certo.



É como ficar girando em um furacão, quando ele cessa está tudo destruído, você está zonza, enjoada e confusa, e então você balança a cabeça, se recompõe e encontra uma trilha de volta.
Nesse caminho árduo eu ainda me vejo sendo alvo de fofocas de algumas pessoas, coisas aleatórias, pessoas aleatórias, que mal sabem meu nome. As vezes é dolorido perceber isso quando você nunca foi motivo de fofoca. Mas isso é só mais uma coisa para me fortalecer.
De queda o ocorrido por coincidência ou consequência, me levou direto para a auto-aceitação. Estranho, depois de toda confusão e culpa você acabar se amando ainda mais. E olha que eu tentava isso a algum tempo, não é fácil, nada fácil, é tão difícil quanto descobrir quem você é, mas agora eu sei que não é impossível e eu ainda tenho muita reforma interior para fazer.
Eu tenho colocado, aos poucos tudo no eixo, e estou amando me conhecer, mudar, melhorar, evoluir, testar limites e sinto que isso é um estado de espírito permanente em nossas vidas. Eu não quero deixar que a rotina, pessoas rasas, dificuldades e o medo façam com que eu me desatente de mim  novamente.
Eu tenho me amado e sorrido de uma forma que o mundo nunca me viu. Eu caminho e me pego sorrindo com uma ideia, gargalhando com um livro, me arrepiando com minhas músicas e me inspirando cada vez mais com o tudo a minha volta. E eu não quero parar.
Apesar disso eu  decidi que não vou agradecer à pessoa por ter me feito chegar até aqui, eu só agradeço ao universo pelos efeitos cicatrizantes e dizer a mim mesma que me orgulho muito da minha capacidade.
Eu só quero dizer para você que se em algum momento você se perder, torne isso a melhor experiência da sua vida, use isso ao seu favor, como sua arma, mergulhe na profundidade e complexidade dos seu sentimentos, permita-se afundar, porque quando você retornar à superfície vai experimentar um ar de outro mundo.


Como diz a diva Pitty : "O que sobra é cicatriz
A sustentação é que a manhã já vem
Logo mais a manhã já vem
Chega dessa pele, é hora de trocar"

03 maio 2016

O Diário de Bridget Jones

ITEM 9, UM LIVRO ESCRITO POR UMA MULHER- DESAFIO CRÔNICA SEM EIRA

Este é um caso nada clássico em que o filme é melhor do que o livro.
O Diário é um daqueles livros que você sabe que vai ser só pra descontrair, e para isso ele serve bem. Escrito pela autora Helen Fielding e publicado pela BestBolso.
Contado, literalmente, na forma do diário da solteira de 30 e poucos anos Bridget que  sofre uma pressão enorme para casar-se e ter filhos. Você participa de um ano da vida de Jones e a luta dela em conseguir todos os itens de sua resolução de ano novo. Parar de beber, parar de fumar, emagrecer, e arrumar um namorado. E é claro ela falha quase todos os dias. Bridget, para piorar, é apaixonada pelo seu chefe (babaca) Daniel Cleave. A mãe chata dela não para de criticá-la e tentar jogá-la para cima de Marck Darcy, quem ela acha extremamente arrogante e chato mas se mostra um personagem hilário e apaixonante.

Eu tenho um sentimento conflitante com a protagonista, ela é doida, desastrada, insegura, sincera e preguiçosa e essas características fazem você se aproximar intimamente dela e ao mesmo tempo a coloca em confusões, o que te irrita as vezes. Sem dúvida a insegurança é meu maior problema com ela.
É interessante observar durante a leitura o comportamento das pessoas e como a autora conseguiu relatar uma visão geral e dramática da vida, sem nada de extraordinário, somente nossos próprios quebra-cabeças diários e como cada um de nós lidamos com eles, e é claro nossas "neuras", tem umas verdades bem filosóficas depois que você para de rir.
Não espere muita ação, conflito, reviravoltas nem nada espetacular, só o dia a dia de uma britânica que bebe muito, fuma mais ainda e tem sérios problemas com os homens.

Confesso que o dinamismo do filme + trilha sonora + a atriz Renée Zellweger me agradaram mais, inclusive os elementos que não tinha no livro e foram postos na adaptação foram essenciais para te segurar na frente da tv. Em ambos você dará boas gargalhadas.
Ainda assim eu recomendo a leitura se você procura algo descompromissado, leve e com humor, recomendo mais ainda ler e ver o filme depois.

Dica para seu próximo fim de semana dada! Boa leitura, bom filme e até o nosso próximo papo literário.